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20/04/2021

Quando utilizar máscara N95/PFF2?

Com o surgimento de novas variantes da Sars-coV-2, a preocupação em relação à transmissibilidade do coronavírus está em pauta e, com isso, as medidas de proteção individual também. 

Prova disso é que países como a Alemanha, Áustria  e França passaram a recomendar recentemente o uso de máscaras exclusivas para os profissionais da saúde como a N95/PFF2 ao público geral, sobretudo em espaços públicos coletivos como metrôs, aeroportos e comércios.

De acordo com alguns especialistas, o tipo de transmissão do vírus não foi alterado, entretanto, observaram-se algumas mutações que permitem o contágio de forma mais fácil, isto é, precisa-se apenas de uma pequena quantidade do vírus para que o paciente se infecte com a doença. Nesse contexto, tornou-se muito mais importante o uso deste acessório.


O uso de modelos reforçados é realmente necessário?

Resumidamente, o uso de modelos mais reforçados passa diretamente pela necessidade de se dirimir o máximo possível as contaminações pelo vírus, tendo em vista que a doença pode ser instalada a partir do contato com pequenas gotículas presentes no ar, ainda que oriundas de pacientes assintomáticos ou que desenvolveram o grau leve da doença. Em contrapartida, vale destacar que essa recomendação não é uma unanimidade.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por exemplo, os modelos caseiros apresentam eficácia também para as mutações brasileiras da Covid-19, desde que observadas as recomendações para uso correto do acessório. Além disso, o Centro de Controle de Doenças (CDC) norte-americano preconiza o uso dos equipamentos de tecido, desde que tenham pelo menos duas camadas de proteção.


Afinal, as máscaras N95 protegem melhor contra a Covid-19?

A máscara N95 é um dispositivo utilizado por profissionais da saúde em ambientes hospitalares e tem como principal diferencial uma capacidade de filtragem do ar maior do que as máscaras cirúrgicas e os modelos de pano. Logo, recomenda-se sua utilização em locais com maior probabilidade de contaminação, como hospitais.

Então, quando usar esse modelo? Tecnicamente não existem ainda estudos científicos que comprovem a necessidade da utilização de máscaras exclusivas para o ambiente hospitalar por parte da população geral no Brasil. Ainda, existem poucas iniciativas do governo em relação ao tema, logo, não é recomendada oficialmente, principalmente porque isso afetaria a disponibilidade do equipamento para os profissionais.

Nesse contexto, é importante fazer uma avaliação do risco em relação ao uso consciente. Um ponto positivo para o uso da N95 é a possibilidade de reaproveitar a máscara em longos períodos, desde que esta permaneça seca pelo tempo em que estiver usando. 

Porém, até o momento é mais prudente deixar o recurso para o último caso, não investindo neste modelo no momento seja para afazeres domésticos como ir às compras em farmácias e mercados — já para o uso em transportes públicos, é válido considerar melhor essa possibilidade, pois as chances de contágio neste ambiente são maiores.

Alguns cuidados com esse tipo de acessório também são importantes. Dessa forma, o usuário deve, além de mantê-la seca pelo período em que estiver usando, evitar as seguintes práticas para otimizar o tempo de utilização do equipamento:

?    não lavar com água e sabão ou utilizar álcool em gel;

?    deixar em um local arejado por pelo menos três dias entre um uso e outro;

?    sempre verificar se todas as camadas estão devidamente intactas e próprias para a utilização.


Os demais modelos disponíveis são realmente seguros?

Em situações de risco iminente de contaminação pela Sars-coV-2, é amplamente recomendado os modelos de máscaras cirúrgicas descartáveis. Segundo a própria OMS, pessoas com mais de 60 anos também devem optar por este modelo, devido à sua maior eficácia e adaptabilidade ao rosto. O mesmo vale para pacientes com comorbidades que podem agravar a doença em uma eventual contaminação pelo vírus.

Tendo isso em mente, as máscaras cirúrgicas descartáveis de fato são comprovadamente mais seguras que os modelos de pano, por exemplo.  Entretanto, é fundamental que o usuário avalie a forma correta de colocação do acessório, tendo em vista que quando está mal encaixadas, elas podem permitir a entrada de gotículas contaminadas pelas laterais. Além disso, é preciso substituí-las sempre que ultrapassar o período de 4 horas de uso.


Como escolher a máscara de pano ideal?

Em termos práticos, as máscaras de pano são muito eficientes quando a proteção de pessoas que não estão contaminadas pelo vírus do que propriamente impedir o contágio com a doença. Entretanto, no atual cenário, as máscaras de tecido apresentam ótima eficácia para impedir o avanço da Covid-19 no país.

Normalmente os modelos de tecido industrializados são mais seguros do que as máscaras caseiras, tendo em vista que o primeiro exemplo é resultado de diversos processos para garantir a sua qualidade. Sendo assim, ao adquirir uma máscara feita em casa, é fundamental estar atento aos cuidados de uso e conservação do acessório.

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